A empresa de auditoria Ernst & Young anunciou no início de Maio 2017, o seu veredicto sobre a atractividade do continente africano. E é claro: Marrocos é a economia mais atractiva para os investidores que partem para a África. Note-se que este índice, o AAI (Africa Attractiveness Index), apareceu pela primeira vez em 2016 e toma o pulso dos factores de atracção de investimentos em 46 economias africanas, misturando de maneira equilibrada um pacote de critérios, curto e longo prazo. Denominada "Connectivity redefined", a mais recente versão deste relatório mede os passos dados na governação, na diversificação, nas infra-estruturas, nas oportunidades de negócios e no desenvolvimento humano. Também é tido em conta a capacidade das nações a resistir aos choques macroeconómicos exógenos. Marrocos superou a concorrência com o seu dinamismo económico, suas ofertas e serviços dignos de um país emergente e sua proximidade com a Europa. O Reino (1) destrona desta forma a economia mais forte no continente desde 2016, a África do Sul. O que já não é pouco! O país de Nelson Mandela ocupa agora o segundo lugar, com o Quénia (+2). A Costa do Marfim (7º, +2), Ilha Maurícias (8º, -3) e o Senegal (9, +2) estão entre as nações que brilham. Por outro lado os países que caíram mais são o Egipto (uma queda de 8 lugares), Benin, Etiópia (eles perdem 6 lugares) e Tunísia (5 lugares). Além disso, o inquérito estabeleceu que em 2016, as principais economias do continente capturam um grande fluxo de investimentos directos estrangeiros (IDE). A África do Sul, Marrocos, Egipto, Nigéria e Quénia atraíram, eles por si só, mais de 58% dos projectos de IED em 2016. O Top 25 do continente 1-Marrocos (+1) 2-Quênia (+2) 2-África do Sul (-1) 4-Gana (+2) 5-Tanzânia (+7) 6-Uganda (+7) 7-Costa de Marfim (+2) 8-Ilha Maurícia (-3) 9-Senegal (+2) 10-Botsuana (-3) 11 Egipto (-8) 12-Ruanda (-3) 13-Tunisia (-5) 14-Namíbia (+1) 15-Argélia (+1)