O Rei nomeia o Governo após consulta com o Primeiro-Ministro, e tem também poder para dissolvê-lo.
    O Rei põe fim às funções de Governo, quer por iniciativa própria ou por demissão, preside ao Conselho de Ministros e exerce a sua autoridade legal. É o Comandante Supremo das Forças Armadas Reais. O Rei nomeia ainda e credencia os embaixadores e ratifica os tratados internacionais. No entanto, os tratados das finanças do Estado não podem ser ratificados sem terem sido aprovados por lei parlamentar (artigo 31º).

    O Rei exerce a prerrogativa de clemência e preside ao Conselho Superior Judicial, ao Conselho Superior da Educação e ao Conselho Superior para a Reconstrução Nacional e Planeamento.
    Em circunstâncias excepcionais, os poderes do Rei são definidos pelo artigo 35º da Constituição: "Quando a integridade do território nacional está ameaçada ou que ocorram eventos que possam comprometer o funcionamento das instituições constitucionais, o Rei pode, após consulta dos presidentes das duas Câmaras, realizar uma mensagem à nação, proclamar, decretar o estado de emergência. Assim, é competente, sem prejuízo de quaisquer disposições em contrário, a tomar as medidas necessárias para a defesa da integridade territorial, no retorno das instituições constitucionais e na condução dos assuntos do Estado”.
    O estado de emergência não implica a dissolução do Parlamento.