Um texto constitucional é, por definição, um texto evolutivo. Por outras palavras, deve ser modificado qualitativamente e quantitativamente, dependendo da evolução da sociedade e das novas realidades sociais e políticas.
    Cada Constituição prevê os procedimentos para a revisão dos seus artigos.
    Em Marrocos, a iniciativa da revisão da Constituição pertence ao rei e às duas Câmaras. O Rei pode propor directamente a realização de um referendo sobre um projecto de revisão de sua iniciativa, enquanto as propostas de revisão apresentadas por um ou mais membros das duas Câmaras têm que ser aprovadas por uma maioria de votos de dois terços dos membros dessas assembleias (artigos 103º e 104º da Constituição de 1996).
    Marrocos teve, desde a independência em 1956, cinco revisões constitucionais em 1962, 1970, 1972, 1992 e 1996. Além destas cinco revisões, Marrocos realizou duas emendas constitucionais em 1980 e 1995.
    Todas as constituições marroquinas estabelecem um regime de monarquia constitucional num Estado de direito, democrático e social. O Reino de Marrocos é um país islâmico, cuja língua oficial é o árabe.
    Muitos elementos foram introduzidos durante a revisão constitucional de 13 de Setembro de 1996. Entre as inovações importantes destacam-se:
    -A criação de um sistema de duas câmaras, criando uma segunda Assembleia com poderes semelhantes aos da Câmara dos Deputado;
    -A eleição dos membros da Câmara dos Deputados é feito por sufrágio universal directo;
    -A reintrodução de planos constitucionais de desenvolvimento;
    -A consagração da região como local colectivo;
    -A consagração constitucional de direito de propriedade e de livre iniciativa;
    - Reconhecimento dos direitos humanos universalmente reconhecidos.

    Para saber mais:

    Constituição de Marrocos

    Texto da Nova Constituição