A União do Magrebe Árabe (UMA) foi criada em 17 de Fevereiro de 1989, através do Tratado de Marraquexe, assinado em Marraquexe, Marrocos. Os Estados-membros são: Argélia, Tunísia, Líbia, Marrocos e Mauritânia. A União tem como metas principais a livre-circulação de pessoas, serviços, mercadorias e capitais entre os Estados-membros, e a adopção de políticas comuns. Em matéria económica, a política comum visa assegurar o desenvolvimento industrial, agrícola, comercial e social dos Estados-membros. Para esses objectivos serem alcançados, devem ser seguidas as seguintes etapas:
    Instituição de uma zona de livre comércio com o desmantelamento dos obstáculos tarifários e não tarifários ao comércio entre os países membros;
    Uma união aduaneira, com o objectivo de adoptar uma tarifa exterior comum frente ao resto do mundo;
    Um mercado comum, que deve integrar as economias do Magrebe com o fim das restrições à circulação de factores de produção através das fronteiras nacionais dos países membros.
    Desde a sua fundação, a 17 de Fevereiro de 1989, em Marraquexe, que este projecto foi bloqueado de uma forma injustificável.
    A sua constituição, saudada com entusiasmo e esperança por todas as populações do Magrebe, permaneceu letra morta e as suas aspirações têm sido totalmente ignoradas. Em vez de participar de boa fé, no sentido da unificação e das eventuais sinergias entre os vários participantes, a Argélia decidiu fechar as suas fronteiras com Marrocos, impedindo a livre circulação de mercadorias e pessoas. A Argélia, que permanece refém de um desejo de hegemonia e liderança regional, teve uma grande responsabilidade histórica neste impasse que desperdiça tempo precioso para as gerações do Magrebe e hipotecam o seu futuro. É tempo da Argélia reconsiderar a sua posição no sentido de se empenhar firmemente na construção do Grande Magrebe, que se encontra presentemente exposto aos perigos do terrorismo e da insegurança.

    Para saber mais:
    União do Magrebe Árabe (UMA)