Sua Majestade o Rei Mohammed VI realizou, a 20 de Agosto de 2009, um importante discurso, para marcar o 56º aniversário da Revolução do Rei e do Povo, onde anunciou o esboço de uma reforma substancial do sector da justiça em Marrocos.
    Sua Majestade o Rei pediu ao Governo para desenvolver um plano preciso e integrado focando as seguintes áreas:

    1. A análise do estado do sistema judicial no sentido de responsabilidade e imparcialidade visando dar resposta aos imperativos do Estado de direito e de democracia, reforçando as garantias de independência judiciária onde se confirma o estatuto do Conselho Superior da Magistratura como uma instituição constitucional de direito próprio;

    2. A modernização do quadro regulamentar, nomeadamente no que diz respeito a negócios e a investimentos;

    3. Realizar a modernização das estruturas administrativas e judiciais. Sua Majestade o Rei chamou, neste contexto, a adopção de uma nova politica da administração central do Ministério da Justiça e dos tribunais, com base no princípio da descentralização, que deve permitir que os funcionários judiciais tenham habilidades necessárias para desempenhar as suas funções, incluindo a utilização de inspecções periódicas e inspecções especiais. Sua Majestade o Rei também apelou à adopção de um mapa judicial e uma organização eficiente, atendendo às exigências da reforma;

    4. A valorização dos recursos humanos, planos de formação, desempenho e avaliação. A este nível, Sua Majestade o Rei destacou a necessidade de proceder a uma reavaliação da situação material dos juízes e funcionários da justiça, dando-lhes a devida dimensão social, incluindo o estabelecimento da Fundação Mohammedia com vista à realização de trabalho social dos juízes e funcionários judiciais;

    5. Melhorar a eficiência da luta judicial contra a precariedade, os atrasos e outras complexidades que assolam o sistema judicial, criando assim graves danos para os litigantes;

    6. A moralização da Justiça para se proteger contra qualquer indício de corrupção e abuso de poder, permitindo-lhe contribuir para a moralização da vida pública.