O Islamismo é a religião do Estado e a mais praticada em Marrocos. Representa 98,7% da população marroquina. O Islão é adoptado como uma religião de tolerância, de convivência, de generosidade e solidariedade. Em Marrocos, na verdade, o Islão sempre foi vivido como uma religião aberta e intimamente ligada ao Rei, Amir al Mouminine (O Comandante dos fiéis), que é o seu guardião e preservador, intermediário das tradições, da diversidade cultural e do culto. S.M. Mohammed VI tem a responsabilidade constitucional das tradições e práticas religiosas. No entanto, continuou a promover o diálogo e a aproximação entre culturas e civilizações. Desta forma, o Soberano é parte da herança do Islão, tolerante e generoso.
    O discurso real de 30 de Abril de 2004 anunciou a decisão de Sua Majestade de reestruturar o campo religioso em Marrocos.
    Através desta nova gestão da esfera religiosa, o Soberano expressou a sua vontade do Conselho Superior dos Ulema ser um espaço ideal para uma educação religiosa e patriótica, um lugar de cidadãos responsáveis, digno das tradições de tolerância e coexistência dos marroquinos.




    As Mourchidates (Predicadoras): Uma inovação no campo religioso em Marrocos

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    Sua Majestade o Rei Mohammed VI anunciou a criação de um programa pioneiro no mundo árabe-muçulmano: a formação de predicadoras treinadas como imãs, com a tarefa de enquadrar as pessoas, principalmente as mulheres, nas cidades, nas fábricas, na Internet e na televisão.
    Para reforçar a liderança religiosa a nível local (delegação dos Assuntos Islâmicos e Conselhos Locais dos Ulemas), as Mourchidates são parte da implementação da nova estratégia nacional para a renovação do campo religioso e da preservação da identidade. Elas contribuem, assim, para a consagração dos valores da tolerância e da igualdade entre os sexos.
    As predicadoras fazem um trabalho impressionante no terreno, no seio da população feminina. Elas desempenham um papel de liderança, orientação, informação e consciência religiosa, principalmente em termos de integração da família e das mulheres em Marrocos. Elas também contribuem para a actividade de culto nas mesquitas, onde participam na preservação da unidade religiosa da sociedade e da sua coesão pelo ensino do Sagrado Alcorão, e dando aulas de alfabetização.
    O sucesso desta experiência marroquina tem inspirado muitos países no mundo muçulmano, mas também em países estrangeiros que hospedam uma grande comunidade muçulmana.

    Para saber mais visite o site do Ministério dos Assuntos Islâmicos